A volta da rotina:
Observação: esse texto começou a ser escrito algumas semanas atrás, então certas menções no tempo estarão atrasadas. Peço a compreensão.
As férias escolares aqui em São Paulo chegaram ao fim. Com elas, acabaram as manhãs na cama e a sensação de dias infindáveis. Assim com a bagunça de brinquedos espalhados no chão do quarto, mas nem tanto.
Neste ano, meu filho mais velho, que completará 6 anos na semana que vem, terá um senso maior de responsabilidade: afinal, ele foi para a escola “das crianças grandes”. Iniciou no universo do primeiro ensino fundamental, onde eles não mais passam os dias em brincadeiras e artesanatos divertidos, mas sim começarão a desbravar os números, as letras e ela, que é a minha paixão (apesar de enferrujada)… a escrita.
Para mim, essa passagem marca o fim da primeira infância. Ele, que ainda ontem precisava da minha ajuda para quase tudo, se torna independente aos poucos. É claro, não passou em um piscar de olhos, mas no começo a sensação que eu tinha era de que esse período (de necessitar de mim para tudo) duraria muito mais.
Espero que você, leitor, me permita fazer um parenteses no assunto deste texto (a volta da rotina), para que eu possa discorrer um pouco sobre como a vida é passageira. A de crianças, então? Acabam antes do que planejamos e nos deixam muitas saudades. Se não me engano, foi Jordan Peterson quem popularizou o conceito de que temos apenas 12 verões com nossos filhos.
Não dá para contar nos dedos, mas ainda assim é um número pequeno. No meu caso, metade desses anos já se passaram. O que fiz até aqui? O que deu certo? O que precisa ser ajustado? Ora, o marco dos 6 anos também é um ponto importante para que os pais revejam seu planejamento e busquem melhorar no seu papel - que é o mais importante que desempenhamos neste mundo.
Vamos voltar ao ponto. Essas questões sobre educação & filhos ficam para outro texto.
Sobre rotinas: eu nunca fui uma pessoa boa com estabelecer e manter rotinas. Minha mãe bem sabe. Meus filhos, no entanto… são bem diferentes de mim nesse aspecto. Eles adoram, pedem, preferem a rotina regradinha. E atualmente, a maior dificuldade que enfrento na manutenção da rotina da nossa família é… esta que voz escreve.
Assim como ensinamos às crianças o bê-a-bá, os números, a se vestir, se banhar, também a ordem e as regras precisam ser ensinadas. Talvez algumas pessoas custem mais a aprender, como no meu caso, mas não é impossível.
Ao pensar que devemos saber de tudo de forma intuitiva, não apenas estamos sendo bobos, mas também estamos deixando o orgulho vencer: “mas é claro que eu não preciso aprender com ninguém como viver meus dias”. Talvez não precise, mas seria o fim do mundo identificar onde as coisas poderiam melhorar?
Até mesmo para fazer um miojo, em algum momento da sua vida, você teve que ler as instruções, ou então perguntar para a sua mãe como que faria.
É por isso que hoje, terminarei esse texto com uma indicação repetida: leiam e comprem o Regra de Vida Para Mães, da Holly Pierlot. É um livro que começa com um dilema pessoal: a exaustão de uma mãe que também é dona de casa. E termina com muitas perguntas feitas para você avaliar a sua vida/rotina familiar e perceber o que pode ser ajustado.
No fim das contas, a autora nos mostra o que é óbvio: seja para ajustar uma rotina caótica ou para iniciar uma, precisamos estar atentos e observar as nossas vidas, necessidades e manias. Isso se torna uma dificuldade com tantas músicas, sons, notificações e conversas sem rumo. Como podemos ouvir sem silêncio e introspecção?
Talvez fique para o próximo texto,
Até logo!

